15 coisas sobre o Arctic Monkeys que você precisa saber antes do show do dia 15

Os ingressos para os shows da banda inglesa no Brasil esgotaram em 9 horas. Estas curiosidades podem explicar
Os ingressos para os shows da banda inglesa no Brasil esgotaram em 9 horas. Estas curiosidades podem explicar

No dia 30 de julho, fãs cariocas do Arctic Monkeys viveram momentos de ansiedade e frustração. Acordaram excitados para comprar ingressos para o show que a banda britânica faz no HSBC Arena neste sábado, dia 15 de novembro, mas enfrentaram problemas no sistema de tíquetes. Nas redes sociais, a administradora responsável pela venda dos ingressos pedia desculpas, enquanto fãs se desesperavam em perfis de Twitter. Por volta das 19h daquela fatídica terça-feira, a fanpage da LivePass BR informou que os ingressos estavam esgotados. Todos.

Imediatamente, o grupo criado por fãs da banda no Facebook, passou a atuar como classificados. No Twitter, o perfil Arctic Monkeys Deprê retuitava mensagens de trocas e vendas de ingressos. O perfil feito por fãs brasileiros de Alex Turner no microblog deu voz a quem não conseguiu comprar e suplicava por ofertas. Qualquer oferta.

Você pode não ser fanático pelo Arctic Monkeys, mas não é curioso todos os ingressos terem acabado tão rápido? Alguém lembra fenômeno parecido com uma banda essencialmente indie? Tentando responder todas estas questões, eu, que sou CDF de Arctic Monkeys, pesquisei 15 coisas que você você provavelmente ainda não saiba sobre eles. Depois de terminar esta lista, ore: só uma reza forte pode fazer o HSBC Arena liberar mais lotes.

1) Alex Turner e o baterista Matt Helders se conheceram na escola. Aos 12, já tinham composto músicas.

2) Ao contrário do que muita gente pensa, não foi a banda que criou o seu perfil no My Space. Em 2003, eles começaram a frequentar shows de rock munidos de CD-Rs gravados com as demos que eles tocavam nas garagens de suas casas no subúrbio de Sheffield. Como eram poucos discos, entusiastas da banda criaram um perfil na rede social de música e deram upload das canções. Viralizou. Hoje, o Arctic Monkeys desfruta de 240 mil conexões no My Space.

3) Tímido, Alex Turner não pegava ninguém antes da fama. No show que fizeram em 2008 no Tim Festival, ele parecia um garoto assustado — embora muito nerd: mal olhava para o público, mas era difícil acompanhar seus dedos na guitarra. É possível ver a falta de traquejo social dele em  “The view from the afternoon” (“A expectativa tem o hábito de te empolgar para desapontar, logo mais, quando você estiver se divertindo à noite”), de “Whatever people say I am, that’s what I am not”, álbum de 2005 que abre com a matadora “I bet you look good on a dancefloor”. Os vídeos “When the sun goes down” e “Fake tales of San Francisco” também fizeram o disco vender 350 exemplares no Reino Unido na primeira semana e bater o recorde do álbum de estreia do Oasis.

4) Turner tinha acabado de começar a namorar com Johanna Benett quando lançou o segundo disco, “Favourite worst nightmare”. Foi a groupie (que hoje é casada com o guitarrista do Kings of Leon, Matthew Followill) que o ajudou a escrever o hit “Flourescent adolescent”, que fala das pessoas que povoaram a adolescência deles. O carro pegando fogo no final é uma alusão a “Karma police”, do Radiohead, clipe que os dois amavam.

5) Você já deve ter ouvido que o vocalista do Arctic Monkeys é o maior letrista da geração Y. Exemplo da verborragia dele está em “Balaclava” e “This house is a circus” (além dos singles “Brianstorm” e “Teddy picker”, claro).

6) Em entrevista a Jenny Eliscu, da Rolling Stone, Alex Turner tenta explicar porque os dois primeiros discos seguiram a mesma linguagem: “Gravamos o segundo álbum com rapidez extrema, porque tínhamos o desejo de demonstrar que tínhamos mais truques na manga”.

7) Quando já tinham canções suficientes para um novo trabalho, Turner teve a sua mochila roubada. Dentro, estava o seu caderninho com todas as cifras. Diante deste empasse, ligou para Josh Homme, do Queens of Stone Age, e pediu que ele os levasse para o deserto de Joshua Tree, na Califórnia, onde experimentariam novos caminhos musicais. Ouviram Jim Morrison e Gram Parsons na viagem de carro.

8) O resultado foi o soturno “Humbug”, gravado em uma casa instalada no meio do deserto, onde Homme montou um estúdio que tirasse proveito das reverberações fantasmagóricos do lugar. Esta atmosfera aparece em “My propeller”, música que abre o disco repleta de efeitos videográficos psicodélicos, típico da era VHS e Betamax.

9) A síntese da introspeção que eles fizeram está no primeiro clipe, “Crying lightning”, onde os músicos navegam em um barquinho sob um nevoeiro. Passam por uma tempestade terrível, projeções espectrais deles mesmos emergem do mar e o céu fica limpo, numa simbologia audiovisual a recomeço e transformação.

10) “Cornerstone”, uma experiência plano-sequência com Alex Turner cantando no microfone de um toca-fitas, sepulta a fama de losers que os ingleses vêm reafirmando em relação às mulheres. Depois deste vídeo, são elas que correrão atrás deles.

11) “Suck it and see” marca o amadurecimentos dos caras, com músicas que falam sobre “modelos que fazem topless e ficam com a lanterna acesa” (“Reckless serenade”). Turner surge com visual à James Dean, namorando a modelo Alexa Chung.

12) O álbum foi lançado com dois vídeos: a seminal “Don’t sit down cause I’ve moved your chair” e a #beatlesfeelings “Brick by brick”.

13) O cofundador da banda e melhor amigo de Turner, Matt Helders, ganha destaque no roteiro do videoclipe de “Suck it and see” e na continuação em “Black treacle”. Assista os dois videoclipes principalmente pela participação da modelo Breana McDow, namorada de Helders. O roadclip “The hellcat spangled shalalala” também vale o play.

14) O show que eles fazem esta semana no Brasil integra a turnê de “AM”, mais recente álbum do grupo e também o que mais divulgou singles por meio de videoclipes (até agora, são seis). Assista cronologicamente desde “R u mine”, que conta com a participação de Arielle Vandenberg, a última namorada modelo de Turner; siga com a sensacional animação criada pela agência Blinkink para “Do I wanna know?”; e viaje, literalmente, na onda sintética de “Why’d you only call me when you’re high?”.

15) Não desista até chegar ao sofisticado “One for the road” (filmado em um campo de milho em Illinois, onde os integrantes da banda vestem o figurino mais estiloso de sua trajetória em meio a um desfile de moda iluminado por fogos de artifício) e “Arabella” (cujo destaque é a letra saudosista: “Ela tem um maiô prateado estilo Barbarella (…) Arabella tem uma cabeça anos 1970”). Por fim, veja a a atriz mexicana Stephanie Sigman pagando uma paixão por Turner e cia em “Snap out of It”.

[ TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO BLOG DA RESERVA ]

 

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PLANTÃO

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